- Como lê, pensa e aprende o aluno que acessa a Internet.

...É muito comum ouvirmos que os alunos gostam da Internet porque ela é moderna e faz parte do seu mundo. E quem diz isso tem razão. De fato, a Internet faz parte do nosso mundo, que inclui alunos, professores, pais de alunos, funcionários da escola e a sociedade em geral. Mesmo assim, vale a pena refletirmos sobre por que ela é tão atraente, tão útil para a escola. Afinal, outras tecnologias, como telefones celulares, por exemplo, também são modernas e fazem parte do nosso mundo, mas ainda não mostraram tamanha utilidade para a educação.
O que existe de especial na Internet é que ela é composta por um conjunto de hipertextos, isto é, documentos dinâmicos, abertos, repletos de links que remetem a um corpus praticamente infinito de outros hipertextos, textos, imagens e sons. Segundo Ramal (2000), “a conexão simultânea dos atores da comunicação a uma mesma rede traz uma relação totalmente nova com os conceitos de contexto, espaço e temporalidade” e “implica em novas formas de ler, escrever, pensar e aprender”. Vamos ver como isso acontece do ponto de vista de um aluno?

A concretização do direito de escolha

O estudante que navega pela Internet precisa criar uma relação de autonomia perante o conhecimento. Bons sites remetem a uma quantidade infinita de material sobre determinado assunto, e cabe ao próprio aluno selecionar o que quer estudar, ler, ver ou ouvir. Não há alternativa. Ele não pode se satisfazer com o que o professor ensina ou com o texto que este ou o editor do livro didático selecionou. Qualquer possibilidade de atitude passiva diante do conhecimento tem de ficar para trás. Com o hipertexto repleto de links para escolher, ele tem de participar “da redação do texto que lê” (Lévy, 1999).

Como não lhe resta alternativa, ao interagir com um hipertexto, o aluno assume uma postura de “quero ver o que há aqui”. Ele acaba percorrendo materiais que lhe interessam pessoalmente e tem uma sensação de que o que está lendo é mais útil do que em uma situação de ensino-aprendizagem tradicional, centrada nas escolhas do professor. E, desse modo, acaba lendo cada vez mais.

O incentivo à imaginação

O material que pode ser publicado na Internet favorece, extremamente, a imaginação. Nesse meio, é possível acessar imagens de qualidade, sons, recursos multimídia e simuladores. Tudo isso é muito atraente e prende a atenção do aluno.

Para apreciarmos melhor o valor desses recursos, pensemos em como os estudantes imaginarão melhor o que foi a Segunda Guerra Mundial se tiverem acesso a fotos de qualidade sobre ela; como compreenderão melhor a relação entre clima, relevo e hábitos da população se puderem ver imagens e mapas dos mais variados locais do planeta, suas pessoas e seus costumes; e como entenderão melhor a estrutura das células se puderem ver fotos e modelos animados delas.

Esses recursos permitem ampliar a imaginação, pois, como afirma Lévy (1999), é a partir dessa memória auxiliar exterior (imagens e simuladores) que podemos nos dedicar a outras operações cognitivas, tais como contar, medir, comparar. Ou seja, ao invés de gastar esforço cognitivo para imaginar o que foi a Segunda Guerra Mundial, como é o relevo dos Andes ou uma célula, o aluno os vê e pode tecer reflexões mais complexas sobre esses temas.

Ida ao “mundo real”

Ao navegar pela Internet, o estudante não vê materiais didatizados, mas vai à origem das informações. Ele acessa o site da SOS Mata Atlântica para estudar sobre o meio ambiente; o do INPE para buscar informações sobre o clima de hoje, com fotos, em qualquer lugar do Brasil; o de diferentes autores para conhecer sua biografia e obra; e os de jornais de verdade, do mundo inteiro, para ler reportagens atuais e/ou antigas, segundo sua necessidade.

Se pegarmos o exemplo do jornal, perceberemos que o aluno entra no jornal de hoje, em seu contexto, e pode explorar diferentes materiais mais antigos relacionados ao seu interesse. Mesmo que o professor sugira a leitura de uma notícia antiga, ao acessá-la pelo jornal on-line, ela ganha contexto e vida. No site dos autores, o estudante se surpreende com aspectos da sua vida e obra que não conhecia. Nos que abordam problemas da nossa sociedade atual, ele vê que pode, inclusive, agir para minimizar esses problemas.

Trabalho no ritmo do aluno

O material publicado na Internet pode ser consultado a qualquer momento. Com isso, o aluno pode dedicar mais tempo a determinados assuntos que lhe interessam e menos, a outros. Se quiser, pode continuar trabalhando fora do horário estipulado pelo professor e voltar ao material quantas vezes quiser. Se houver algum exercício na Internet, ele poderá repeti-lo quantas vezes quiser, até acertar, além de ter resposta automática e não precisar esperar para saber se errou. Desse modo, diminui aquela angústia sobre se vai dar tempo de terminar de passar o conteúdo. Com a Internet, o conteúdo não é passado, mas buscado na medida da necessidade e ritmo de cada um, e isso faz diferença quando se deseja saber mais sobre determinado assunto.

E o que fazer com tudo isso?

Como vimos até agora, a Internet reduz em muito a necessidade de o professor transmitir conteúdos, pois eles estão facilmente disponíveis para serem buscados pelo aluno. Mesmo assim, o papel do professor não diminui, pelo contrário. Ele pode observar o que os estudantes estão fazendo: quais são os links que escolhem para explorar, em quais conteúdos ficam por mais tempo, se vão e voltam a determinada página/atividade, se buscam contato com uma pessoa por meio do site consultado, se contam que navegaram por algum site interessante em casa, se estão construindo modelos mentais de sistemas complexos e, acima de tudo, o que eles descobrem sem estar previsto.

Quanto mais variado for o conteúdo visitado e internalizado pelos alunos, mais estarão aproveitando da Internet, esse recurso tão útil e presente em nosso cotidiano. E quanto mais o professor souber como seus alunos estão aprendendo e pelo que se interessam, melhor poderá ajudá-los a desenvolverem sua potencialidade.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1999.

Minha opinião sobre o assunto:

Como todos sabem, a internet é um meio de comunicação muito importante para todos nós, o texto acima só se refere as pessoas que 'gostam' da internet.Bom, mas e as pessoas que não gostam? É um assunto delicado a se tratar, algumas pessoas não gostam talvez por não saber como usar, outras não tem acesso, outras nunca ouviram falar, e existem até aquelas pessoas que conhecem, tem acesso e simplismente não gostam e não querem interagir com esse meio, mas porque?Gostaria que vocês comentassem sobre esse assunto, principalmente quem não gosta da internet, para podermos chegar a uma conclusão se esse meio será realmente eficaz como modo de aprendizagem  na sala de aula.

Postado por: Juana



- Postado por: 2°Colegial D/ Matarrazo às 14h09
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- Sete motivos para um professor criar um blog.

Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que elas abrem para um professor. Recentemente, surgiu mais uma: o blog.

Mas o que vem a ser isso? Trata-se de um site cujo dono usa para fazer registros diários, que podem ser comentados por pessoas em geral ou grupos específicos que utilizam a Internet. Em comparação com um site comum, oferece muito mais possibilidades de interação, pois cada post (texto publicado) pode ser comentado. Comparando-se com um fórum, a discussão, no blog, fica mais centrada nos tópicos sugeridos por quem gerencia a página e, nele, é visualmente mais fácil ir incluindo novos temas de discussão com freqüência para serem comentados. Esse gênero foi rapidamente assimilado por jovens e adultos do mundo inteiro, em versões pessoais ou profissionais. A novidade é tão recente; e o sucesso, tamanho, que em seis anos, desde o início de sua existência, em 1999, o buscador Google passou a indicar 114 milhões de referências quando se solicita a pesquisa pelo termo “blog”, e, só no Brasil, aparecem 835 mil resultados hoje. 
No mundo acadêmico, por sua vez, esse conceito ainda é praticamente desconhecido. O banco de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) não apresenta nenhuma referência sobre o tema e, mesmo em buscas internacionais, são pouquíssimos os trabalhos a respeito do que se pode fazer com um blog nas escolas. Todas as referências encontradas estão no pé deste artigo.

Não é à toa que tantos jovens e adultos começaram a se divertir publicando suas reflexões e sua rotina e que tantos profissionais, como jornalistas e professores, começaram a entrar em contato com seu público e seus alunos usando esse meio de comunicação. No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e não é porque a academia ainda não disse ao professor que ele pode usar um blog que essa forma de comunicação deve ser deixada de lado. Com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog:

1-     É divertido
É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários. 

2-     Aproxima professor e alunos
Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar idéias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.

3-     Permite refletir sobre suas colocações
O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.

4-     Liga o professor ao mundo
Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço.  Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.

5- Amplia a aula
Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.

6-     Permite trocar experiências com colegas
Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)

7-     Torna o trabalho visível
Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?



- Postado por: 2°Colegial D/ Matarrazo às 14h08
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- A Dissertação foi cancelada.

DISSERTAÇÃO:SERÁ FEITA NO ALMAÇO,OU SULFITE, OU FOLHA DE FICHÁRIO, ENFIM, SERÁ NO MANUAL MESMO;
 
O TEXTO PRODUZIDO, VALERÁ NOTA DE ZERO A DEZ, E DEVE SER ENTREGUE NO PRIMEIRO DIA DE AULA LETIVO DO SEGUNDO SEMESTRE...PORTANTO:
 
2°A - segunda feira - 02/08
2°B - quinta-feira - 05/08
2°C e 2°D - terça-feira - 03/08.
 
Postado Por: Juana


- Postado por: 2°Colegial D/ Matarrazo às 13h24
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- Aula de 27 de Junho.

Atividade valendo ponto na Média

Relembrando o que foi explicado na aula de hoje...

Como parte das avaliações - participação - para encerramento do bimestre, há:
 a) quatro fóruns na comunidade que devem ser respondidos;
b) a enquete com comentário, pois assim há como ver quem postou;
c) participação no blog....
 
BLOG
I - Cada sala tem o seu endereço conforme combinado;
 II - Há em cada turma um responsável pela montagem do blog, no entanto, cada aluno deve postar artigos solicitados em classe pelo  professor - (Quem não tem e-mail, solicite a um colega que poste a atividade em seu nome)
III - Atividade para introdução no blog:
Faça um texto dissertativo sobre o  tema:
 Línguagem e Língua são paradoxos ou um uníssono? Como o professor de Língua Portuguesa deve ensinar aos alunos os conteúdos da disciplina, de forma que os mesmos aprendam eficazmente? Sem que a aula torne-se cansativa e sim extremamente produtiva?
Seu texto deve atender aos conceitos da dissertação: Ter título; Apresentar introdução, desenvolvimento (argumento favorável e contra-argumento) e conclusão.
Não se esqueça que pedi um texto dissertativo, e não um depoimento, nem mesmo uma narrativa.
O texto deve ser postado até o dia 15/07;
Objetivo da atividade:  Esta dissertação visa avaliar o primeiro semestre letivo; conferir metodologias; comparar opiniões; subsidiar o replanejamento - planejamento do segundo semestre; avaliar o trabalho realizado pelo professor, assim como detectar falhas.
Subsídios para a dissertação:  Relato da experiências vividas por cada aluno; reflexo do trabalho desenvolvido no primeiro semestre, onde na argumentação favorável deve-se relatar situações bem-sucedidas de aprendizagem e na contra-argumentação as desfavoráveis, ou seja, que foram sentidas como em vão.
 
A todos um bom trabalho!
 
Postado por Juana =]
 

 



- Postado por: 2°Colegial D/ Matarrazo às 21h37
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- Até que enfim! =D

Olá gente!

Até que enfim o blog do 2°Colegial D está no ar, o servidor estava com alguns probleminhas, por isso resolvi atualizar o post,espero que gostem do layout do blog, nunca tinha feito um, mas com muito esforço consegui, se vocês não estirem gostado comentem e me falem o que está faltando, que no próximo tento melhorar!
Bom, qualquér aluno da sala que quiser postar, é só me pedir a senha que eu passo, pra não ter que passar a senha para todos se não vai dar confusão né, então é melhor passar para quem realmente está interessado em postar algo com conteúdo aqui, certo?

*Dúvidas, sugestões,críticas ou qualquér outra coisa que vocês gostariam que fosse postado no blog é só enviar para o e-mail do blog 'Familia_neime@hotmail.com', ou então envie por comentários suas idéias!

Beijinhos pra todos e não deixem de comentar!

Postado por Juana ;]



- Postado por: familia_neime às 19h34
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